18 agosto 2014

Robin Williams: Desabafo emocional

Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Fiquei pensando muito tempo sobre o que eu ia escrever e de repente na mente me veio um assunto que estou tentando evitar, mas que está me machucando bastante. É um desabafo sabe? Nem sei se vou fazer um vlog a respeito, porque tá barra. 

Enfim, pra quem não sabe (o que duvido muito) essa semana foi muito barra pesada não só para o Brasil como para o mundo. Eu estava bem e tudo o mais, até a maldita hora em que estou eu navegando pela linha do tempo no Facebook e me deparo com várias fotos do ator, diretor e comediante Robin Williams,não parei para ler legenda, pois eu achava que era algo relacionado a prêmio e tudo o mais ou mesmo do novo filme que vai lançar, mas como estava vendo foto demais, eu tive que parar e quando vi, fiquei hipnotizada, parada, sem reação. Parei por um tempo, para processar a notícia, eu simplesmente não podia acreditar. Robin Williams tinha morrido!

É impossível descrever tudo o que se passou dentro de mim no exato momento em que vi as notícias, já fui logo chorando, mas acho que ainda não tinha caído a ficha. Desde esse dia, na segunda-feira, que fiquei desmotivada, triste, chorava só de me lembrar, fiquei angustiada, deprimida, não consegui dormir direito, fiquei muito diferente. 

Quanto mais as horas iam se passando, mais deprimida eu ficava, quanto mais notícias eu via, mais lágrimas eu derramava. Para muita gente, isso pode parecer besteira, afinal, eu não sou parente e nem nada do ator, claro, mas vou explicar o porquê da minha comoção e tristeza.

A morte do Robin Williams foi muito triste e representou perdas não só para o cinema e a comédia, mas também para o mundo dos jogos, pra quem não sabe, Robin era muito fã de jogos e jogava também (até colocou o nome da sua filha de Zelda). 

Explicando sobre minha emoção: desde criança eu sempre ficava super hipnotizada por filmes, séries e tudo o mais, com isso eu era muito falante, bem extrovertida e tudo o mais, apesar de muitas vezes querer gritar ou me sentir só mesmo diante de uma multidão, eu ficava cantando, pulando, fazendo os outros se divertirem e fui levando isso até minha vida atual, mas mudei muito. Enfim, eu cresci e o ramo das artes, a carreira de atriz, de cineasta, de cantora ou qualquer coisa relacionada às artes me foi meio que banido, eu levantei a cabeça e segui em direção à Biblioteconomia, que eu já tinha visto falar desde criança e tinha até marcado como possível curso num catálogo de preparação para o vestibular, enfim, eu entrei no curso com todo o gás, achando que era tudo o que eu tinha imaginado, os primeiros 2 semestres me emocionaram, mas desde a greve que houve nas Universidades Federais em 2012, além do fato do curso estar tomando uma nova direção, foi me desmotivando e eu fui pensando em sair, mas fui levando com a barriga. Começo desse ano eu pensei bem e meio que me abri para o mundo, eu revelei a mim mesma algo que eu tinha escondido de mim, eu quero mais é ser uma artista, viver de atuar, cantar, dançar, fotografar, criar, capturar momentos, fazer as pessoas se emocionarem, fazer o público se sentir como eu me sentia desde criança assistindo um filme, vendo uma série, escutando uma música, vendo uma foto e ver o trabalho de certos atores e atrizes desde criança foi me instruindo nesse caminho, foi me inspirando e sim, EU TINHA O SONHO DE UM DIA TRABALHAR COM O ROBIN WILLIAMS, conhecê-lo, rir com ele... mas aí essa tragédia aconteceu e me abalou as estruturas, de verdade, ainda mais quando eu fiquei sabendo das circunstâncias da sua morte, tudo isso me abalou muito e essa semana está se passando muito lenta para mim, fiquei realmente muito triste, pois eu perdi um herói, uma figura na qual eu me inspirava... vê-lo sorrir e fazer graça na frente de tantas pessoas e tantas câmeras, mas dentro de si mesmo vivia desesperado, louco e faminto por sair desse tormento que é fazer os outros sorrir e chorar dentro de si, eu mal posso imaginar todas as coisas que ele passou, que ele pensou, em tudo o que levou-o a tomar uma atitude tão drástica... Eu me sinto um pouco ruim pelo fato de ele estar precisando de palavras, de ações e gestos e se sentir sozinho, sem alguma luz no fim do túnel e isso é desesperador, queria muito poder ter ajudado, ter sido de ajuda, mas sei sim que seria impossível. ;)

O que eu quero também é conscientizar as pessoas sabe? Não brinquem com esses assuntos, não brinquem com os sentimentos uns dos outros, isso tudo é muito sério. Muitas pessoas que você conhece devem estar passando por problemas terríveis, dores internas inigualáveis e você nem deve saber, isso tudo se trata da ambição do ser humano de querer que as coisas se tratem apenas de si e se esquece das pessoas que o cercam. Ninguém vive só, todos nós precisamos uns dos outros para viver. É preciso entender isso, é preciso se humanizar, é preciso buscar ajuda e além disso, é preciso estar atento às necessidades das pessoas que nos amam e que amamos, é preciso ajudar e amar as pessoas como se não houvesse mesmo um amanhã, no caso do querido Williams, não houve. Espero que o caso dele sirva pelo menos de exemplo.

Isso é tudo, pessoal.
Até a próxima.

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Fortaleza, 23 anos, ariana, intensa, impulsiva, passional, empática, feminista, louca, estranha, artista, livre, mente aberta. Música, cinema, fotografia, artes, natureza são minhas paixões. Uma pequena mulher com grandes planos de se aventurar pelo mundo.

 

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